Sinais de alerta que ajudam tutores a identificar diabetes em cães

A diabetes não afeta apenas humanos; cães também podem apresentar sintomas. Conheça os sinais e como cuidar do seu pet.

A diabetes é uma condição que muitos associam apenas aos seres humanos, mas os cães também podem ser afetados por essa doença crônica. Caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, a diabetes canina pode resultar de uma produção insuficiente de insulina pelo pâncreas ou de uma má absorção desse hormônio pelo organismo. O diagnóstico precoce por um veterinário é crucial para garantir que o animal tenha uma vida saudável e ativa.

Essa condição metabólica afeta principalmente cães de meia-idade ou idosos. Reconhecer os sinais iniciais permite que o tutor busque avaliação veterinária rapidamente, minimizando o risco de complicações graves.

Alterações no consumo de água e urina

Os tutores devem estar atentos ao aumento da sede e da frequência urinária, conhecidos como polidipsia e poliúria. Esses sintomas ocorrem porque o corpo do animal tenta eliminar o excesso de glicose por meio da urina, levando à desidratação.

O tutor pode notar que a vasilha de água precisa ser reabastecida com maior frequência e que o cão solicita saídas para urinar muito mais vezes do que o habitual, inclusive durante a noite. Essas mudanças devem ser comunicadas ao veterinário.

Mudanças no apetite e peso corporal

Outro sinal importante é o aumento do apetite, ou polifagia. O cão pode demonstrar fome voraz mesmo logo após ter se alimentado. Paradoxalmente, mesmo com alimentação normal ou aumentada, o animal pode apresentar perda de peso inexplicável.

Isso acontece porque o organismo não consegue utilizar a glicose de maneira eficaz. As células ficam privadas de nutrientes, levando o corpo a consumir suas próprias reservas de gordura e músculo. Apenas o veterinário pode confirmar se essas alterações indicam diabetes.

Problemas oculares e visão

A diabetes pode causar alterações nos olhos do animal. A formação de cataratas é uma complicação comum, resultante do acúmulo de glicose nos fluidos oculares. Essa condição pode progredir rapidamente e comprometer a visão.

Os tutores devem observar sinais como olhos opacos, dificuldade em enxergar obstáculos ou hesitação ao subir escadas. Qualquer mudança visual requer avaliação veterinária imediata para prevenir perda de visão permanente.

Condições da pele e pelagem

O estado da pelagem e da pele pode indicar problemas de saúde. Cães diabéticos frequentemente apresentam pelo sem brilho e pele seca devido à desidratação crônica e má absorção de nutrientes.

Infecções de pele podem se tornar mais frequentes. Embora cuidados básicos sejam importantes, apenas o veterinário pode diagnosticar e tratar adequadamente a causa dessas alterações.

Energia reduzida e letargia

Fraqueza, apatia e cansaço excessivo são sintomas comuns. Cães com diabetes podem parecer menos ativos e relutantes em participar de atividades que antes eram prazerosas.

Essa falta de energia resulta da incapacidade do corpo de converter glicose em energia utilizável. A fadiga constante afeta diretamente a qualidade de vida do animal e deve ser avaliada por um profissional.

Processo diagnóstico

O diagnóstico da diabetes é feito exclusivamente por veterinários através de exames laboratoriais de sangue e urina, que avaliam os níveis de glicose e a presença de glicosúria. Exames complementares podem ser necessários para avaliar outros órgãos.

A detecção precoce permite que o tratamento seja iniciado rapidamente, evitando complicações graves como cetoacidose diabética. Exames periódicos são recomendados para cães com fatores de risco.

Abordagem terapêutica

O tratamento da diabetes canina é prescrito e supervisionado pelo veterinário. Geralmente envolve administração diária de insulina por via subcutânea, com dosagem individualizada para cada animal. Os tutores precisam aprender a técnica correta de aplicação.

Uma dieta específica, com restrição de carboidratos e alto teor de fibras, é recomendada. A alimentação deve ser oferecida em horários regulares, coordenada com as aplicações de insulina conforme orientação veterinária.

Exercícios e qualidade de vida

A prática de exercícios regulares ajuda a manter o peso do animal e melhora o controle glicêmico. A atividade física deve ser consistente e moderada, conforme recomendação do veterinário.

Os tutores devem estar atentos a sinais de hipoglicemia durante exercícios. O veterinário orientará sobre como proceder em situações de emergência e qual o equilíbrio adequado entre alimentação, medicação e atividade física.

Acompanhamento veterinário contínuo

A diabetes é uma condição crônica que requer manejo contínuo sob supervisão veterinária. Consultas regulares são indispensáveis para monitorar a saúde do pet, avaliar a eficácia do tratamento e ajustar doses de medicação.

O veterinário pode identificar precocemente complicações secundárias como problemas renais ou infecções. Exames periódicos permitem o acompanhamento adequado da evolução da doença.

Perspectivas e considerações finais

Reconhecer os sinais de diabetes permite que o tutor busque avaliação veterinária rapidamente. A conscientização sobre sintomas iniciais facilita a intervenção precoce e o tratamento adequado sob orientação profissional.

Com acompanhamento veterinário regular e dedicação dos tutores ao plano de tratamento prescrito, cães diabéticos podem viver anos com excelente qualidade de vida. O veterinário é o profissional capacitado para diagnosticar, tratar e orientar sobre todos os aspectos do cuidado com pets diabéticos.

Cirurgia veterinária em evolução

Cães&Gatos — Na sua avaliação, quais foram os principais avanços e desafios enfrentados pela cirurgia em pequenos animais ao longo de 2025?

André Lacerda: A Anclivepa Brasil apresentou grandes avanços nos últimos anos, especialmente por meio de sua principal ação: o Congresso Brasileiro da Anclivepa, que cresceu de forma exponencial e se consolidou como o maior evento de Medicina Veterinária do país. Além de ser um espaço de atualização técnica, o evento tem trazido temas cada vez mais amplos e relevantes para a profissão, como educação, participação da mulher no mercado de trabalho e saúde mental.
Outro ponto de destaque é o protagonismo internacional da entidade. A Anclivepa tem estabelecido parcerias com diversas associações e, mais recentemente, trouxe para o Brasil o Congresso Mundial do WSAVA, um marco para a Medicina Veterinária nacional.

Cães&Gatos — Que inovações tecnológicas ou novas abordagens cirúrgicas vêm ganhando espaço nas salas de cirurgia veterinária e tendem a se consolidar nos próximos anos?

André Lacerda: A cirurgia veterinária tem experimentado avanços significativos em todas as suas subáreas. A ciência vem evoluindo de forma acelerada, com destaque para as pesquisas translacionais, que conectam achados da medicina humana à veterinária.
Áreas como videocirurgia, ortopedia e cirurgia cardiotorácica estão entre as que mais têm se desenvolvido, impulsionadas pelo uso de tecnologias menos invasivas e mais precisas, que reduzem tempo cirúrgico e aceleram a recuperação dos pacientes.

Cães&Gatos — A formação prática ainda é um dos grandes gargalos da Medicina Veterinária. Como a Anclivepa Brasil tem atuado para aproximar o ensino cirúrgico da realidade das clínicas e hospitais veterinários?

André Lacerda: A principal ação da Anclivepa Brasil nesse sentido é a educação continuada. Por meio de congressos, simpósios e eventos regionais, a entidade leva aos profissionais as atualizações mais recentes nas diversas áreas da Medicina Veterinária de pequenos animais.
Essa aproximação entre teoria e prática é essencial, pois permite que o conhecimento produzido nas universidades chegue de forma efetiva às clínicas e hospitais, melhorando a qualidade da assistência e a segurança dos procedimentos.

Cães&Gatos — Ferramentas digitais como simuladores, realidade aumentada e impressão 3D vêm transformando o ensino e a prática cirúrgica. De que forma essas tecnologias estão sendo incorporadas à capacitação dos cirurgiões veterinários?

André Lacerda: Essas tecnologias estão sendo incorporadas de forma gradual, principalmente pelas universidades e pelos cursos de capacitação. Elas têm contribuído muito para o aperfeiçoamento técnico e didático, especialmente em disciplinas práticas.
Além disso, eventos como os Congressos e Simpósios da Anclivepa Brasil têm desempenhado papel importante na disseminação dessas ferramentas, aproximando os profissionais das inovações e estimulando o uso de novas metodologias de ensino-aprendizagem.

Cães&Gatos — Em termos de estrutura e oferta de cursos, que resultados a Anclivepa Brasil alcançou em 2025 — e quais iniciativas merecem destaque nesse balanço do ano?

André Lacerda: Em 2025, a Anclivepa Brasil apoiou diversos eventos regionais, ampliando o acesso à informação e contribuindo para a formação continuada de colegas em todo o país.
Sem dúvida, o Congresso Mundial do WSAVA, realizado no Rio de Janeiro, foi o grande destaque. O evento proporcionou uma interação sem precedentes entre profissionais brasileiros e estrangeiros, consolidando o Brasil como referência na Medicina Veterinária internacional.

Clínica Veterinária Popular: Cuidados Acessíveis para seu Pet

Uma clínica veterinária popular é um modelo de atendimento acessível, voltado para cuidar de animais por um valor abaixo do que é cobrado normalmente. Nesse espaço, os profissionais atendem os animais que chegam para consultas, vacinas e procedimentos agendados, além de urgências e emergências.

Equipe com veterinários experientes

Veterinários experientes oferecem cuidado através de exames regulares e diagnósticos precoces para prevenir doenças, focando na saúde geral do animal com vacinação, alimentação adequada e atividade física. Eles também avaliam o bem-estar, controlam a dor, ajustam o plano de cuidados a cada paciente e orientam os tutores com informações, seja para atendimento de rotina ou cuidados paliativos para o fim de vida. A escolha de um profissional qualificado também passa pela observação da estrutura e da equipe do local de atendimento. 

Cuidados Preventivos e de Rotina

  • Check-ups regulares:Consultas periódicas permitem a detecção precoce de doenças, acompanhamento da saúde geral e monitoramento de problemas. 
  • Vacinação:Manter a vacinação do pet atualizada é crucial para protegê-lo de doenças graves, segundo a Vet Domus. 
  • Alimentação e Exercício:Uma dieta balanceada e exercícios físicos regulares são essenciais para a saúde física e mental do animal. 
  • Acompanhamento de especialistas:Veterinários experientes monitoram o estado de saúde, a condição física e o comportamento do pet, ajustando os cuidados necessários. 

Abordagem Especializada para Casos Específicos

  • Medicina Paliativa:Veterinários capacitados oferecem cuidados para melhorar a qualidade de vida de animais sem possibilidade de cura, focando no controle da dor e no conforto. 
  • Avaliação da Dor:O uso de escalas de dor e a administração de medicamentos para alívio do desconforto são práticas fundamentais. 
  • Atendimento Personalizado:É importante lembrar que cada animal é único, exigindo um tratamento coerente com suas características individuais e estado fisiológico. 

Características de um Bom Profissional e Local de Atendimento

  • Ambiente de Trabalho:Clínicas e hospitais veterinários que oferecem infraestrutura moderna, limpeza e organização indicam um profissionalismo que se reflete na qualidade do atendimento. 
  • Equipamentos Modernos:A presença de equipamentos avançados é vital para diagnósticos precisos e tratamentos eficazes. 
  • Atendimento Contínuo:Clínicas 24 horas com veterinários qualificados e experientes garantem o cuidado necessário para emergências e situações de rotina. 
cirurgia ortopédica cirurgia veterinária barata em caes

A cirurgia ortopédica veterinária é um procedimento especializado que visa tratar problemas relacionados a ossos, articulações e tecidos moles em cães. Ela pode ser necessária para corrigir fraturas, luxações, displasia da anca, ruptura de ligamentos, e outras condições que causam dor e dificuldade de locomoção. O termo “barata” em relação à cirurgia ortopédica veterinária pode ser subjetivo, pois os custos variam bastante dependendo da complexidade da cirurgia, da clínica veterinária, e da localização. 

O que é Cirurgia Ortopédica Veterinária?

A cirurgia ortopédica veterinária lida com o diagnóstico e tratamento de lesões e doenças que afetam o sistema musculoesquelético de cães. Isso inclui, mas não se limita a: 

  • Fraturas ósseas: Correção de ossos quebrados.
  • Luxações: Deslocamento de articulações.
  • Displasia da anca: Problema no desenvolvimento da articulação do quadril.
  • Ruptura de ligamentos: Lesão nos ligamentos que estabilizam as articulações, como o ligamento cruzado cranial (LCC).
  • Doenças articulares: Como artrite, que podem causar dor e inflamação.
  • Deformidades congênitas: Problemas ósseos presentes desde o nascimento.
  • Tumores ósseos: Câncer que afeta os ossos.

“Cirurgia Barata” em Contexto Veterinário:

O termo “barata” é relativo e depende do contexto da clínica veterinária e do tipo de cirurgia. Algumas cirurgias ortopédicas são mais simples e menos dispendiosas, enquanto outras, como a substituição total do quadril ou cirurgias reconstrutivas complexas, podem ter custos significativamente mais elevados. 

Fatores que Influenciam o Custo:

  • Complexidade da cirurgia:Fraturas simples geralmente são mais acessíveis do que cirurgias reconstrutivas mais complexas. 
  • Técnica cirúrgica:Alguns procedimentos podem envolver o uso de placas, parafusos, hastes intramedulares ou fixadores externos, o que afeta o custo. 
  • Custo da clínica veterinária e localização:Clínicas com mais estrutura e especialização podem ter preços mais altos. 
  • Exames pré-operatórios:Radiografias, exames de sangue e outros exames podem ser necessários e adicionar ao custo total. 
  • Anestesia e monitoramento:O custo da anestesia e do monitoramento durante e após a cirurgia é um fator importante. 
  • Pós-operatório:Medicamentos, consultas de acompanhamento e fisioterapia podem ser necessários, aumentando o custo total. 

Recomendações:

  • Consulte um veterinário:O veterinário poderá avaliar a condição do seu cão e fornecer um orçamento preciso para o tratamento cirúrgico. 
  • Pesquise diferentes clínicas:Compare os preços e serviços oferecidos por diferentes clínicas veterinárias. 
  • Considere opções de financiamento:Algumas clínicas veterinárias oferecem opções de parcelamento ou planos de saúde para animais de estimação. 
  • Priorize a saúde do seu animal:Embora o custo seja um fator importante, a saúde e o bem-estar do seu cão devem ser a prioridade. 

Ao considerar a cirurgia ortopédica para o seu cão, é importante ter uma compreensão clara dos custos envolvidos e discutir todas as opções com o seu veterinário. 

Hospital e Clínica veterinária popular Porto Alegre

Um hospital veterinário com preço baixo, também chamado de clínica veterinária popular, é um estabelecimento que oferece serviços veterinários a preços mais acessíveis, buscando atender famílias de baixa renda e seus animais de estimação. O objetivo principal é garantir que todos tenham acesso a cuidados de saúde animal de qualidade, mesmo com limitações financeiras. 

Como funcionam:

  • Consultas, exames e procedimentos:Oferecem consultas, vacinação, exames laboratoriais, cirurgias e outros procedimentos, muitas vezes a preços reduzidos em comparação com clínicas tradicionais.
  • Atendimento por agendamento ou emergência:Podem funcionar com agendamento prévio ou atendimento por ordem de chegada para emergências.
  • Atendimento por estudantes ou profissionais:Geralmente contam com a participação de estudantes de veterinária supervisionados por profissionais, o que ajuda a reduzir custos.
  • Preços acessíveis:Os valores são ajustados para cobrir custos operacionais e oferecer serviços com preços mais baixos. 

Diferenças em relação a clínicas tradicionais:

  • Preços:O principal diferencial é o preço mais baixo, buscando atender um público com menos recursos.
  • Público-alvo:São direcionados a pessoas com menor poder aquisitivo, enquanto clínicas tradicionais podem ter preços mais elevados.
  • Natureza dos serviços:Embora ofereçam serviços semelhantes, a clínica popular pode ter foco em casos mais comuns e menos procedimentos complexos, dependendo da estrutura. 
SACHÊ SPECIAL DOG ADULTOS SABOR CARNE

COMPOSIÇÃOBÁSICA

Miúdos de suínos, miúdos de aves, carne bovina, plasma sanguíneo suíno em pó, hemoglobina bovina em pó, gelatina, farinha de trigo, amido de milho, dextrose, proteína isolada de soja, proteína texturizada de soja, gordura de frango, óleo de peixe, celulose, levedura hidrolisada de cana-de-açúcar, extrato de Yucca schidigera, hidrolisado de fígado de frango e suíno, cloreto de sódio (sal comum), carbonato de cálcio, cloreto de potássio, água, glicina, cisteína, vitaminas (B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9, B12, C, D3, E, K3 e cloreto de colina), minerais quelatados (glicinatos: cobre, ferro, manganês e zinco), iodato de cálcio, sulfato de cobre, sulfato de manganês, sulfato de zinco, goma guar, carragena, tripolifosfato de sódio, EDTA cálcio dissódico, BHA, BHT, corante natural caramelo.

ENRIQUECIMENTO POR KG DO PRODUTO

Vitamina B1 12,5 mg, vitamina B2 5 mg, vitamina B3 10 mg, vitamina B5 6,84 mg, vitamina B6 5 mg, vitamina B7 0,05 mg, vitamina B9 0,5 mg, vitamina B12 25 µg, vitamina C 300 mg, vitamina D3 130 UI, vitamina E 20 UI, vitamina K3 1,8 mg, colina 480 mg, ferro 3,17 mg, iodo 0,9 mg, cobre 0,36 mg, manganês 0,79 mg, zinco 4,32 mg.

NÍVEIS DEGARANTIA

Umidademáx.820 g/kg
Proteína Brutamín.80 g/kg
Extrato Etéreomín.30 g/kg
Matéria Fibrosamáx.20 g/kg
Matéria Mineralmáx.30 g/kg
Cálciomáx.4.500 mg/kg
Cálciomín.1.500 mg/kg
Fósforomín.1.000 mg/kg
Sódiomín.250 mg/kg
Potássiomín.1.080 mg/kg
Ômega 6mín.1.500 mg/kg
Ômega 3mín.150 mg/kg
Energia Metabolizável 740 kcal/kg

Doenças de pele em cachorro: conheça as 8 principais!

Sabia que também são possíveis os casos de doenças de pele em cachorros? Esse quadro clínico não é uma exclusividade dos humanos!

Os nossos amiguinhos de quatro patas também estão suscetíveis a ter a pele acometida por algum tipo de doença que pode causar coceira, vermelhidão, e uma série de outros sintomas que, assim que observados, devem ser tratados o mais rápido possível.

A verdade é que a maioria dos donos de cães se preocupam, essencialmente, com a saúde do pelo desses bichinhos, mantendo a tosa em dia considerando, principalmente, as condições climáticas, para que o animal não fique nem com muito calor, nem muito frio.

Mas é fundamental se atentar, também, para a saúde da pele abaixo do pelo, que pode estar fragilizada a ponto de contrair uma ou mais doenças de pele — atualmente, estão registradas mais de 160 tipos de doenças de pele em cachorro!

Elas podem se apresentar de variadas formas, com sintomas distintos e característicos de cada quadro, e possuem tratamentos diferentes.

Para saber se está tudo bem com o seu pet, e o que fazer em caso de doença de pele no seu amiguinho, é fundamental conhecer um pouco sobre essas condições clínicas e como elas podem se manifestar.

A equipe da União Química, referência no mercado farmacêutico, preparou um conteúdo completo sobre o tema, para ajudar você a tirar suas dúvidas sobre as doenças de pele que podem deixar seu animal de estimação doente.

Separamos abaixo uma lista com os 8 principais tipos, bem como suas principais características, sintomas, e possibilidades de tratamento.

Acompanhe o artigo até o final e boa leitura!

Quer saber o que causa a queda de pelo em cachorro? Confira aqui nosso conteúdo sobre esse tema.

O que são doenças de pele em cachorros?

As doenças de pele em cachorros são bem mais comuns do que nós imaginamos, e provavelmente vão acometer a saúde do seu cãozinho ao menos uma vez na vida dele.

Estas condições podem variar desde irritações leves até problemas de pele mais graves que requerem atenção veterinária. 

Logo, identificar e entender as doenças de pele é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar do seu cão.

Dentre as doenças de pele mais comuns em cachorros, a dermatite alérgica acaba sendo a principal, muitas vezes desencadeada por alérgenos ambientais, como pólen ou pulgas. 

Outra condição comum é a sarna, uma infestação parasitária que causa coceira extrema e perda de pelos. 

Além disso, infecções fúngicas, como a dermatofitose, podem afetar a pele do seu cão.

No geral, assim como acontece com nós humanos, para os cachorros, também é necessário cuidado com a pele, evitando esses quadros.

É bom destacar que a saúde da pele do seu cachorro está diretamente relacionada ao seu bem-estar geral: portanto, fique atento aos sinais de problemas de pele e tome medidas preventivas para manter seu amigo de quatro patas saudável e feliz.

Doenças de pele em cachorro: 8 principais

Principais doenças de pele em cachorro

Da mesma forma como é para os seres humanos, a pele é considerada o maior órgão do corpo do cachorro, e fica com a responsabilidade de proteger o bichinho de diversos elementos externos que podem causar doenças.

Se não fosse pela grande pelagem dos cachorros, a pele ficaria completamente exposta; entretanto, mesmo com essa “barreira”, ela ainda pode ser afetada por doenças variadas que podem ter severas consequências se não tratadas corretamente.

Listamos abaixo as 9 principais doenças de pele em cachorro, acompanhadas de seus sintomas e possibilidades de tratamento.

Acompanhe e tire suas dúvidas!

Sarna

Talvez a mais conhecida (e comum) das doenças de pele em cachorro, a sarna, também chamada de escabiose canina, é a infestação de ácaros parasitas que podem infeccionar a pele de um cão.

Entre os principais sintomas dessa enfermidade, podemos citar a coceira severa, a perda de pelo, a formação de crostas e o surgimento de feridas.

Se o seu cãozinho apresentar sintomas como estes, o médico veterinário deve ser procurado imediatamente — e, provavelmente, entre as opções de tratamento disponíveis, será indicado a ingestão de antibióticos, bem como medicamentos para cuidar das feridas.

Dermatite

A dermatite, principalmente de caráter alérgico, é outra doença de pele que pode afetar a saúde dos cachorros, e as causas dela são as mais variadas possíveis: o pet pode ter reações alérgicas a produtos químicos, alimentos, pulgas e até pólen,

Ainda, a dermatite pode ser categorizada em variações da mesma doença, como:

  • dermatite de contato, onde o cachorro reage a materiais irritantes;
  • dermatite de dobras de pele, na qual o cachorro sofre com atrito ou umidade nas dobras da pele;
  • dermatite por lambedura excessiva, em que o cachorro pode estar se lambendo além do normal por conta de tédio ou estresse, causando a alergia.

A visita ao veterinário, nesse caso, é indispensável, para identificar o causador da alergia e direcionar o melhor tratamento.

Geralmente, são receitados medicamentos antialérgicos, além do tratamento das infecções que possivelmente surgirem.

Fungos

É comum que os cachorros também sofram com uma dermatofitose, a doença de pele causada pela ação de fungos — nos adultos, essa infecção fúngica é conhecida como micose.

Geralmente, os sintomas dessa enfermidade são as manchas circulares de pele escamosa e a perda de pelo.

Para o tratamento, o veterinário costuma prescrever antifúngicos e solicitar ao dono uma rotina de higiene rigorosa para o bichinho, evitando que o quadro se agrave.

Cistos

O acúmulo inadequado de células na pele do cãozinho pode evoluir para cistos, que são outro dos tipos de doenças de pele em cachorros.

Inclusive, esse é o principal sintoma observado: as protuberâncias que aparecem entre a pelagem, mas que não necessariamente causam sensibilidade no animal, o que reforça a importância de estar sempre atento ao seu pet.

Se identificado um cisto na pele do bichinho, procure um veterinário imediatamente, para o diagnóstico que vai determinar se esse tumor é benigno ou, no pior caso, cancerígeno.

Malassezia

Ainda que seja categorizada como uma doença fúngica, é importante darmos um destaque especial ao fungo malassezia na nossa lista de doenças de pele em cachorros.

Isso porque essa enfermidade é bem comum entre os animais, causando coceiras na região das orelhas, secreções nos ouvidos e otite.

Esse é o local do corpo do cachorro onde a doença se manifesta porque o fungo já vive naturalmente nas orelhas do cão, e fatores externos como umidade, calor excessivo e inflamações advindas de outros quadros clínicos potencializam o desenvolvimento da doença.

Quando diagnosticado o quadro, o veterinário pode receitar shampoos, cremes e loções para serem aplicados no local em que o fungo se manifesta; fármacos para a eliminação da malassezia também são uma alternativa.

Leia também: Saiba quais os principais sintomas de vermes em cachorros.

Piodermite

Quais são as doenças de pele em cachorro

A piodermite é uma conhecida enfermidade que pode afetar a saúde dos cachorros, causada pela infecção bacteriana da pele.

Geralmente, essa complicação é advinda de outras doenças de pele que não foram bem tratadas, e pode apresentar sintomas como:

  • feridas;
  • coceira;
  • pústulas;
  • mau odor;
  • perda de pelo.

Se identificado o caso pelo veterinário do seu pet, serão receitados antibióticos para tratar a ação dessa bactéria.

Ainda, podem ser prescritos alguns cuidados específicos para tratar as feridas que surgirem.

Seborreia

Similar ao que acontece com o ser humano, a seborreia é gerada pela inflamação no couro cabeludo — até o sintoma é similar com o aparecimento de uma espécie de “caspa” no bichinho.

Ainda, outros sintomas que podem surgir nesse quadro são coceira, vermelhidão, perda da camada externa da pele, e mau cheiro.

Geralmente, as regiões do corpo do cãozinho que mais podem sofrer com a seborreia são:

  • dorso;
  • pescoço;
  • locais com dobras;
  • região próxima à base da cauda.

A seborreia pode ter uma série de causas, mas destacamos aqui os problemas hormonais e metabólicos, problemas no fígado e uma alimentação pobre em nutrientes.

Apenas a consulta com o médico veterinário vai conseguir identificar a raiz do desenvolvimento desta enfermidade para, então, direcionar o tratamento específico para cada quadro.

Alopecia

A alopecia canina é outra forma de chamar os casos de calvície em cães!

E, como bem sabemos de que forma essa condição afeta os humanos, a alopecia causa a descamação da pele dos bichinhos e a queda dos pelos.

O início da pelagem falhada pode ser derivado de uma série de causas, como:

  • sarnas;
  • fungos;
  • alergias;
  • parasitas;
  • infecções bacterianas.

Ainda, pode-se destacar como fatores que influenciam o desenvolvimento da alopecia o estresse, problemas endócrinos e a falta de vitaminas.

Deve-se consultar o veterinário assim que esses sintomas forem observados, para que seja iniciado o melhor tipo de tratamento.

Como tratar as doenças de pele em cachorros?

Cada um desses quadros apresenta características diferentes, o que faz com que o tratamento para todos eles seja variado.

Ainda, outros fatores são levados em consideração, principalmente as condições de saúde de cada cãozinho.

Porém, no geral, algumas diretrizes padrão são adotadas para o tratamento dessas enfermidades, como:

  • consulta ao veterinário;
  • adoção de cuidados locais;
  • prescrição de medicamentos;
  • implementação de uma dieta específica.

O que fazer para evitar essas doenças?

Como evitar doenças de pele em cachorro

Melhor do que tratar os casos de enfermidades na pele dos cachorros é prevenir o seu pet de todo esse desconforto!

Para prevenir doenças de pele, é importante manter a higiene do seu cão, garantir uma dieta equilibrada e protegê-lo contra pulgas e carrapatos. 

Se o seu cachorro apresentar sintomas de uma doença de pele, como coceira persistente, vermelhidão ou feridas, é crucial consultar um veterinário para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

Conclusão

Agora você já sabe quais são as doenças de pele em cachorro mais comuns, bem como suas principais definições e possibilidades de tratamento.

A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para ajudar o seu cachorro a se recuperar de doenças de pele e manter a sua saúde e bem-estar geral.