Doenças de pele em cachorro: conheça as 8 principais!

Sabia que também são possíveis os casos de doenças de pele em cachorros? Esse quadro clínico não é uma exclusividade dos humanos!

Os nossos amiguinhos de quatro patas também estão suscetíveis a ter a pele acometida por algum tipo de doença que pode causar coceira, vermelhidão, e uma série de outros sintomas que, assim que observados, devem ser tratados o mais rápido possível.

A verdade é que a maioria dos donos de cães se preocupam, essencialmente, com a saúde do pelo desses bichinhos, mantendo a tosa em dia considerando, principalmente, as condições climáticas, para que o animal não fique nem com muito calor, nem muito frio.

Mas é fundamental se atentar, também, para a saúde da pele abaixo do pelo, que pode estar fragilizada a ponto de contrair uma ou mais doenças de pele — atualmente, estão registradas mais de 160 tipos de doenças de pele em cachorro!

Elas podem se apresentar de variadas formas, com sintomas distintos e característicos de cada quadro, e possuem tratamentos diferentes.

Para saber se está tudo bem com o seu pet, e o que fazer em caso de doença de pele no seu amiguinho, é fundamental conhecer um pouco sobre essas condições clínicas e como elas podem se manifestar.

A equipe da União Química, referência no mercado farmacêutico, preparou um conteúdo completo sobre o tema, para ajudar você a tirar suas dúvidas sobre as doenças de pele que podem deixar seu animal de estimação doente.

Separamos abaixo uma lista com os 8 principais tipos, bem como suas principais características, sintomas, e possibilidades de tratamento.

Acompanhe o artigo até o final e boa leitura!

Quer saber o que causa a queda de pelo em cachorro? Confira aqui nosso conteúdo sobre esse tema.

O que são doenças de pele em cachorros?

As doenças de pele em cachorros são bem mais comuns do que nós imaginamos, e provavelmente vão acometer a saúde do seu cãozinho ao menos uma vez na vida dele.

Estas condições podem variar desde irritações leves até problemas de pele mais graves que requerem atenção veterinária. 

Logo, identificar e entender as doenças de pele é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar do seu cão.

Dentre as doenças de pele mais comuns em cachorros, a dermatite alérgica acaba sendo a principal, muitas vezes desencadeada por alérgenos ambientais, como pólen ou pulgas. 

Outra condição comum é a sarna, uma infestação parasitária que causa coceira extrema e perda de pelos. 

Além disso, infecções fúngicas, como a dermatofitose, podem afetar a pele do seu cão.

No geral, assim como acontece com nós humanos, para os cachorros, também é necessário cuidado com a pele, evitando esses quadros.

É bom destacar que a saúde da pele do seu cachorro está diretamente relacionada ao seu bem-estar geral: portanto, fique atento aos sinais de problemas de pele e tome medidas preventivas para manter seu amigo de quatro patas saudável e feliz.

Doenças de pele em cachorro: 8 principais

Principais doenças de pele em cachorro

Da mesma forma como é para os seres humanos, a pele é considerada o maior órgão do corpo do cachorro, e fica com a responsabilidade de proteger o bichinho de diversos elementos externos que podem causar doenças.

Se não fosse pela grande pelagem dos cachorros, a pele ficaria completamente exposta; entretanto, mesmo com essa “barreira”, ela ainda pode ser afetada por doenças variadas que podem ter severas consequências se não tratadas corretamente.

Listamos abaixo as 9 principais doenças de pele em cachorro, acompanhadas de seus sintomas e possibilidades de tratamento.

Acompanhe e tire suas dúvidas!

Sarna

Talvez a mais conhecida (e comum) das doenças de pele em cachorro, a sarna, também chamada de escabiose canina, é a infestação de ácaros parasitas que podem infeccionar a pele de um cão.

Entre os principais sintomas dessa enfermidade, podemos citar a coceira severa, a perda de pelo, a formação de crostas e o surgimento de feridas.

Se o seu cãozinho apresentar sintomas como estes, o médico veterinário deve ser procurado imediatamente — e, provavelmente, entre as opções de tratamento disponíveis, será indicado a ingestão de antibióticos, bem como medicamentos para cuidar das feridas.

Dermatite

A dermatite, principalmente de caráter alérgico, é outra doença de pele que pode afetar a saúde dos cachorros, e as causas dela são as mais variadas possíveis: o pet pode ter reações alérgicas a produtos químicos, alimentos, pulgas e até pólen,

Ainda, a dermatite pode ser categorizada em variações da mesma doença, como:

  • dermatite de contato, onde o cachorro reage a materiais irritantes;
  • dermatite de dobras de pele, na qual o cachorro sofre com atrito ou umidade nas dobras da pele;
  • dermatite por lambedura excessiva, em que o cachorro pode estar se lambendo além do normal por conta de tédio ou estresse, causando a alergia.

A visita ao veterinário, nesse caso, é indispensável, para identificar o causador da alergia e direcionar o melhor tratamento.

Geralmente, são receitados medicamentos antialérgicos, além do tratamento das infecções que possivelmente surgirem.

Fungos

É comum que os cachorros também sofram com uma dermatofitose, a doença de pele causada pela ação de fungos — nos adultos, essa infecção fúngica é conhecida como micose.

Geralmente, os sintomas dessa enfermidade são as manchas circulares de pele escamosa e a perda de pelo.

Para o tratamento, o veterinário costuma prescrever antifúngicos e solicitar ao dono uma rotina de higiene rigorosa para o bichinho, evitando que o quadro se agrave.

Cistos

O acúmulo inadequado de células na pele do cãozinho pode evoluir para cistos, que são outro dos tipos de doenças de pele em cachorros.

Inclusive, esse é o principal sintoma observado: as protuberâncias que aparecem entre a pelagem, mas que não necessariamente causam sensibilidade no animal, o que reforça a importância de estar sempre atento ao seu pet.

Se identificado um cisto na pele do bichinho, procure um veterinário imediatamente, para o diagnóstico que vai determinar se esse tumor é benigno ou, no pior caso, cancerígeno.

Malassezia

Ainda que seja categorizada como uma doença fúngica, é importante darmos um destaque especial ao fungo malassezia na nossa lista de doenças de pele em cachorros.

Isso porque essa enfermidade é bem comum entre os animais, causando coceiras na região das orelhas, secreções nos ouvidos e otite.

Esse é o local do corpo do cachorro onde a doença se manifesta porque o fungo já vive naturalmente nas orelhas do cão, e fatores externos como umidade, calor excessivo e inflamações advindas de outros quadros clínicos potencializam o desenvolvimento da doença.

Quando diagnosticado o quadro, o veterinário pode receitar shampoos, cremes e loções para serem aplicados no local em que o fungo se manifesta; fármacos para a eliminação da malassezia também são uma alternativa.

Leia também: Saiba quais os principais sintomas de vermes em cachorros.

Piodermite

Quais são as doenças de pele em cachorro

A piodermite é uma conhecida enfermidade que pode afetar a saúde dos cachorros, causada pela infecção bacteriana da pele.

Geralmente, essa complicação é advinda de outras doenças de pele que não foram bem tratadas, e pode apresentar sintomas como:

  • feridas;
  • coceira;
  • pústulas;
  • mau odor;
  • perda de pelo.

Se identificado o caso pelo veterinário do seu pet, serão receitados antibióticos para tratar a ação dessa bactéria.

Ainda, podem ser prescritos alguns cuidados específicos para tratar as feridas que surgirem.

Seborreia

Similar ao que acontece com o ser humano, a seborreia é gerada pela inflamação no couro cabeludo — até o sintoma é similar com o aparecimento de uma espécie de “caspa” no bichinho.

Ainda, outros sintomas que podem surgir nesse quadro são coceira, vermelhidão, perda da camada externa da pele, e mau cheiro.

Geralmente, as regiões do corpo do cãozinho que mais podem sofrer com a seborreia são:

  • dorso;
  • pescoço;
  • locais com dobras;
  • região próxima à base da cauda.

A seborreia pode ter uma série de causas, mas destacamos aqui os problemas hormonais e metabólicos, problemas no fígado e uma alimentação pobre em nutrientes.

Apenas a consulta com o médico veterinário vai conseguir identificar a raiz do desenvolvimento desta enfermidade para, então, direcionar o tratamento específico para cada quadro.

Alopecia

A alopecia canina é outra forma de chamar os casos de calvície em cães!

E, como bem sabemos de que forma essa condição afeta os humanos, a alopecia causa a descamação da pele dos bichinhos e a queda dos pelos.

O início da pelagem falhada pode ser derivado de uma série de causas, como:

  • sarnas;
  • fungos;
  • alergias;
  • parasitas;
  • infecções bacterianas.

Ainda, pode-se destacar como fatores que influenciam o desenvolvimento da alopecia o estresse, problemas endócrinos e a falta de vitaminas.

Deve-se consultar o veterinário assim que esses sintomas forem observados, para que seja iniciado o melhor tipo de tratamento.

Como tratar as doenças de pele em cachorros?

Cada um desses quadros apresenta características diferentes, o que faz com que o tratamento para todos eles seja variado.

Ainda, outros fatores são levados em consideração, principalmente as condições de saúde de cada cãozinho.

Porém, no geral, algumas diretrizes padrão são adotadas para o tratamento dessas enfermidades, como:

  • consulta ao veterinário;
  • adoção de cuidados locais;
  • prescrição de medicamentos;
  • implementação de uma dieta específica.

O que fazer para evitar essas doenças?

Como evitar doenças de pele em cachorro

Melhor do que tratar os casos de enfermidades na pele dos cachorros é prevenir o seu pet de todo esse desconforto!

Para prevenir doenças de pele, é importante manter a higiene do seu cão, garantir uma dieta equilibrada e protegê-lo contra pulgas e carrapatos. 

Se o seu cachorro apresentar sintomas de uma doença de pele, como coceira persistente, vermelhidão ou feridas, é crucial consultar um veterinário para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

Conclusão

Agora você já sabe quais são as doenças de pele em cachorro mais comuns, bem como suas principais definições e possibilidades de tratamento.

A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para ajudar o seu cachorro a se recuperar de doenças de pele e manter a sua saúde e bem-estar geral.

Quantos banhos o cachorro pode tomar por semana?

Ver seu cãozinho com os pelos brilhantes, penteados e com aroma de shampoo é, realmente, muito agradável. A vontade é de dar banho nele várias vezes na semana, afinal, nada melhor que aquele cheirinho pós-banho!

Mas será que pode dar banho em cachorro com tanta frequência? É sobre isso que vamos falar hoje.

Entenda tudo sobre o banho do seu cão, qual é a periodicidade ideal e aprenda a dar banho como se o seu animalzinho estivesse indo ao pet shop!

Qual é a periodicidade ideal para dar banho em cachorro?

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A frequência ideal para dar banho em cachorro depende do tamanho dos pelos, do estilo de vida que o animal leva e do seu estado de saúde. De maneira geral, se formos estipular uma média entre as orientações veterinárias, recomenda-se dar banho a cada 15 dias.

O banho em excesso pode gerar consequências graves ao cão, como:

  • remoção da oleosidade da pele, uma proteção natural contra fungos e bactérias, o que o deixa mais suscetível a alergias e doenças dermatológicas.
  • Acúmulo de umidade entre os pelos, o que também favorece a proliferação de microrganismos que fazem mal à saúde.
  • Baixa imunológica, já que o banho também remove as bactérias boas, ou seja, aquelas que ajudam na proteção do organismo e da pele. O banho em dias frios e a mudança brusca de temperatura no corpo também podem reduzir a imunidade.

Cães de pelo curto

Para cães com pelagem curta – como o Buldogue, Pastor Alemão e alguns SRDs (os chamados vira-latas) – você pode dar banhos com intervalos de 15 a 30 dias, já que o acúmulo de sujeira é menor.

Cães de pelo longo

Já para os cães com pelagem extensa – como Golden Retriever, Poodle e Border Collie – a periodicidade quinzenal é a ideal. Isso porque os pelos podem se embaraçar e, como são densos, acumulam mais poeira e microrganismos.

No caso dos cães com pelos que parecem cabelo humano, como o Shih-tzu, Yorkshire e Maltês, a recomendação é diferente. Eles acumulam muita oleosidade na pele e, por isso, o banho pode ser mais frequente: a cada 7 ou 10 dias.

Estilo de vida

Se o seu cão não tem o costume de se sujar, como aqueles que vivem em apartamentos, tem pelos curtos, não convive com outros animais e é menos ativo, é possível dar banhos até mensalmente.

Nesses casos, é interessante higienizar ao menos as patinhas ao voltar do passeio e antes de entrar em casa. Essa é uma atitude importante para proteger a sua casa contra os microrganismos trazidos da rua.

Caso você vá viajar com seu cãozinho, é interessante dar um banho nele antes de pegar o ônibus ou o avião, por exemplo.

Saúde do seu cão

Além da característica dos pelos, é importante considerar que cada cãozinho tem suas particularidades. Converse com o veterinário para definir a melhor periodicidade para ele.

Se o seu cachorro tem Dermatite Atópica Canina, por exemplo, a lavagem pode ser recomendada com mais frequência e com produtos especiais para remover os microrganismos que causam alergias e pruridos; se ele tem recorrência de otite e outras inflamações, é melhor reduzir a frequência.

Banho em cachorro filhote

O banho é recomendado apenas a partir do segundo ou terceiro mês de vida (consulte o veterinário) e sempre deve ser dado em casa. Até esse período, limpe sua barriga e a região genital apenas com uma toalhinha úmida.

O pet shop pode oferecer riscos à saúde do cão, uma vez que ele ainda não está devidamente vacinado e vermifugado. Depois que ele tomar todas as vacinas obrigatórias (geralmente a partir dos 4 meses de idade), ele pode frequentar o pet shop.

3 dicas para dar banho em cachorro

Quando o assunto é banho, é importante prestar atenção em alguns detalhes para cuidar da saúde do pet, mantendo-o limpinho.

1. Dê preferência aos dias mais quentes

Em dias frios, as trocas de temperatura que ocorrem no banho podem causar doenças respiratórias em seu cão e baixar sua imunidade. O calor ainda ajuda a secar os pelos naturalmente, reduzindo os riscos de fungos e bactérias se proliferarem.

Por isso, procure levá-lo ao pet shop ou dar banho em casa em dias mais quentes. No inverno, portanto, reduza a frequência dos banhos. É provável que seu cão se suje menos nessa estação também, permitindo que você o lave apenas uma vez ao mês.

2. Escove os pelos diariamente

A escovação tem um importante papel ao remover o excesso de sujeira da pelagem e ainda ajudar a não embaraçar e acumular resíduos e células mortas, que causam o mau cheiro. Os pelos com nó podem até dificultar a locomoção do cão.

Então, se você quer manter seu cãozinho limpo todos os dias, uma dica é escovar os pelos diariamente. Para cães de pelos curtos, pode-se escovar a cada dois ou três dias.

3. Faça a tosa higiênica

Outra alternativa para manter seu cão com cheiro agradável e livre de nós nos pelos é a tosa higiênica. A partir de um ano de idade, seu cão pode ser tosado mensalmente ou até com mais frequência, se os pelos crescerem muito rápido.

A tosa ajuda a:

  • Evitar a multiplicação dos fungos e bactérias
  • Reduzir o acúmulo de sujeira
  • Retirar os pelos das patas para facilitar a locomoção do cão
  • E ainda evitar que a pelagem se embarace.

Cães com pelagem curta

Cães com pelagem curta não demandam uma tosa frequente. Cães como Pugs, Beagles e outras raças sem pelo não devem ser tosados, já que a pele fica muito exposta e o risco de desenvolver uma foliculite aumenta.

Como dar banho rápido em cachorro?

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Se você quer aprender a dar um banho completo em seu cão em casa, com todas as dicas para protegê-lo e para que seja um momento agradável, temos um conteúdo dedicado a como dar banho e tosa em seus pets.

Mas, se você quer apenas dar um banho rápido para agilizar sua rotina no dia a dia, aí vão algumas dicas:

  • Coloque-o em um espaço fechado para evitar que ele fuja a todo momento. Banhos não costumam ser a atividade favorita dos cães.
  • Já deixe o ambiente preparado, com o shampoo e a toalha à mão e a água morna.
  • Escove-o antes do banho para remover os nós, resíduos e células mortas.
  • Sempre proteja as orelhas com um pequeno pedaço de algodão (não coloque muito fundo para não machucar o ouvido). Isso evitará que a água entre e cause uma infecção chamada otite.
  • Depois do banho, o ideal seria utilizar um secador de cabelos para deixar seu pet totalmente seco, mas, para acelerar, dê o banho em um dia quente e seque-o bem apenas com uma toalha.

A infecção de ouvido é uma doença que pode ser grave, causar mau cheiro, uma cera preta na região auricular e outros sintomas sérios. Entenda agora tudo sobre a otite em cães e cuide da saúde do seu pet!

Pode passar perfume em cachorro?

Apesar de muitos tutores adorarem o perfume dos shampoos, os veterinários indicam que os produtos utilizados no banho tenham o mínimo de aroma. Os shampoos com perfume podem causar alergias aos cães, tanto respiratórias quanto de pele, além de causar incômodo.

Lembre-se que o olfato canino é bem mais apurado que o nosso.

Se o seu cão está com muito mau cheiro e a frequência de banhos não está suficiente, é interessante consultar um veterinário. O odor pode ser sintoma de alguma alteração na pele e os exames clínicos e laboratoriais poderão identificar se há um problema de saúde.

Quer entender melhor? Então, veja as principais doenças dermatológicas em cães e por que causam mau odor.